teia coesa

Um tapete que não se paga com sangue. Um sangue que se reproduz na teia das palavras e das tortas sinapses.

Uma hora era necessário parar de idolatrar um fractal que não nevava na minha mão.

Prosperidade não é se manter fixo em um caixão perfumado por rosas descontituídas. Por isso fugi. Com medo e convicção de ter medo.

Dividimos a mesma bola: tentar mostrar quem é que tem mais problemas infantis. Aposto nos cantos da vida. A via principal já não me é permitida.

Assim, me apego a uma coesão e coerência contraditórias. E tudo está bem certinho, com seus atratores tortos em “checks and balances” .

Todo dia nos conectamos em pensamentos. Eu sustento que nada se perdeu. Tudo se transformou.

Renovamos. Novas alianças. Velhos conflitos. Novas tentativas de desistência.

Ciência de que o texto reproduz tatuagem, tatuagem que reproduz verdade, verdade que reproduz a essência do que é viver como quem busca qualquer coisa que acerte o espaço vazio entre o baço e o coração.

Não me ensine a não ter fé em nada se você não tem fé em ninguém. Eu já faço isso desde pequeno. E me agiganto quando acredito em alguma verdade. E quando a bolha estoura, amarga a garganta e a corda parece já estar armada em uma árvore sem folhas.

Não. Não há quem nos salve.

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