frente fria

Chega e me transforma uma frente fria noturna. Após algumas apneias de possíveis minutos sem ar e refluxos gastroesofágicos que quase me levam embora, tenho gigantescos pesadelos com você.

São pesadelos porque mostram ainda meus medos e apegos. Tudo o que eu tento assoprar para debaixo do tapete, mas acabo lambendo depois.

São pesadelos porque mostram você com alguém que soube lhe fazer feliz.

E eu não sei se são apenas os seus momentos felizes que são mostrados nestas curtas metragens, mas mostram exatamente onde paramos: você seguindo em frente e eu, como um feto in vitro, flutuando sem abrigo.

Pelo menos é a visão de quem se cobra demais gritando por um pênalti não marcado em seu epitáfio.

E vejo vocês dois. Vocês dois viraram algo parecido com uma nova identidade. Você parou de competir pelo bem comum. Pelo menos é o que parece no sonho. Talvez seja apenas seu lado “rede social”, ainda havendo resquício daquele monstro de lado sombra, mas quieto, escondido como moedas de troco.

E no sonho vejo que é um grande avanço seu que me deixa para trás, sem ter quem alimente minhas pernas nesta madrugada na qual chega o vento polar e eu opto por não voltar a dormir para não sentir mais a sua presença em qualquer lugar que meu eu-onírico vá.

Eu já tenho experiência suficiente para saber que o dia vai ser duro retomando hora após hora ao espectro lunar desta aparição noturna.

E também já tenho experiência suficiente para não me deixar levar além destas palavras.

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