sampa

tem medo nas suas esquinas

que só quando cruza

a Augusta com a Paulista

estar ali é

emocionalmente

masoquista

os temperos dos restaurantes

que retoma o “como antes”

de dividirmos nossos pratos

como dois infantes

como dois amantes

as angústias que me povoam

quando entro na marginal Tietê

e tenho ódio de mim

e saudade de você

temo a vergueiro

temo a 23 de maio

temo ir à zona sul

e lembrar que todo romântico

uma hora vai tomar

suco de caixinha de caju

crazy people, man

um casal de rimas

fora da métrica

de fogo caótico

mad maxes

cyberpunks

latindo americanos

nova babilônia

de metrôs e furafilas

de graxa nos dedos

patinetes engravatados

e a sensação de que eu deixei

meu futuro de lado

minha rinite branca

meu pesadelo

da cidade que não dorme

acordado

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