ácaros

O caminho que me completa é o de me descobrir interligado a algo. E algo que eu ainda não faço a mínima ideia do que é. Talvez a solução da minha psicose esteja nos ácaros do meu ventilador.

Minha história mostra que passei tanto tempo descobrindo o que não servia para mim que talvez tenha perdido algo no meio do caminho. Uma reza magística, um acorde perfeito, um orgasmo não deprimente, uma despedida sem despedida.

Parece que não importa muito. Tanto o lado da mão direita ou da esquerda ou mesmo a grande pirâmide e seu segredo escrotal. Sempre foi um inferno ficar procurando pelos de gato em cachorros.

Às vezes o mundo torna-se mais que perfeito e seus segredos são inúteis quando assisto “Irmão do Jorel” com meu filho embebidos de pipocas superfaturadas. E nessa hora e meia, desisto de entender a onipresença, onisciência e onipotência do que está escrito em algum papel por aí.

Mas o livro me chama. Os espíritos também. Os cachorros em minhas missões astrais que são meus exus latem por ração. E, se quiser brincar comigo, estarei na encruzilhada todas as noites quando o galo cantar e houver alguma tradução simultânea dos corpos celestes que eleve nossas almas a algo maior do que a fotografia de sonhos destruídos pelo maldito do meu ID descontrolado.

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