velha dança

O pensamento é benzodiazepínico quando acendo um cigarro Eight, dou dois tragos, três tossidas e apago meu falo no cinzeiro com postura de gênio incompreendido da contracultura.

Ela é diferente. Escova as impurezas com rancor e creme dental clareador. Olha no espelho e tenta recuperar a compostura dos dias das infantilidades de trocar amor por sonho. Sonho por desejo. Desejo por terror.

Éramos o que podíamos ser. E muito pior. E vários alertas foram dados. Maria Padilha bem que avisou. Disse o que fazer. Disse como proceder. Pelo menos o suficiente para eu ter minha chance no vermelho do seu cachecol.

Da história inverídica de um minúsculo quarto ao estudo dos sinais ocultos da cabala. Tento fazer o conto de alguns dias atrás, mas acabo na árvore da vida de mais uma prosa poética na esperança de um novo Messias que nunca esteve nas suas mãos.

2 comentários

  1. muito bom ver que voltou a escrever. não tenho conseguido nos últimos meses, e isso me faz sentir que não sou mais como deveria ser. creio que a escrita ajude a superar muitas perdas, inclusive a amorosa. continue em frente, sempre.

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    • Estava internado… Não escrevia lá. No cárcere eu mais contemplava do que descrevia. Ainda estou em processo de ressocializacão. Viver ao extremo causa rebotes necessários às vezes. Uma perda amorosa pode ter sido a melhor oportunidade da sua vida. Vou voltar a ler os blogs que gostava. Fiquei sem celular por quase cem dias.

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