invisível

cropped-tiago-soutello.jpgquando a tristeza agride meus portões
e se convida para tomar um café
eu ofereço mais um sacrifício
de apenas ser o mais íntegro
pelo menos por um dia

quando a saudade do pertencimento
levanta do meu lado da cama
apenas observo os indícios
e recebo a dor do degredo
isolado em casa vazia

no ashram do meu apartamento
as plantas mortas na sacada
o pó instalado pelo chão
a sensação de que
há sempre uma pessoa
chorando no outro
cômodo

eu finjo que há alguém comigo
quando ouso soltar palavras
quando preparo almoço
para dois
quando deixo para antes
o que posso fazer
depois

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