desafio do ego

Vejo o ego em minhas palavras zombando da falta de cuidado da minha nobre introspecção. Só posso ver meu ego agindo se verbalizar o que incomoda. Mas quando a mania de versador articula uma intensidade típica da compulsão e obsessão, revejo minhas bases e o que pretendo com essa busca insaciável da letra certa no meio dessa sopa rala.

O foco é o ego? Ou aniquilar esse estranho em mim? Para que lado estou rumando? Necessito de autoconhecimento para desconhecer de mim? Preciso saber a fundo o que de fato quero ceifar? Preciso sim. Com o cuidado de quem não quer mais enfiar a fé na cova desses sorumbáticos poemas de encruzilhadas.

Faço bem quando faço bem. Meu dedo não está mais querendo apontar ninguém. Até porque meu dedo vai junto à guilhotina e arrasta mão, braços e espírito.

Já que fica algo do ego que fique a boa intenção de amar mesmo perdendo. Pois a vitória, no final das contas, é querer ao outro o melhor que se possa dar. Todos ganham se, unilateralmente, eu faço meu melhor e faço o bem de bom grado.

Desapego do meu ego e das minhas vontades. Fica meu travesseiro sentindo a leveza de sintetizar o divino na postura que contraria a expectativa negativa.

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